Infância

Sinto falta daquele tempo em que valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados, sabia de cor as canções da Disney, fazia aquelas coisinhas de papel para ver com quem ia casar e andar pela escola a perguntar aos meninos " quantos queres ? ", sabia que o Power Ranger cor-de-rosa e o Power Ranger verde iam acabar juntos.
Não perdia nenhum episódio do Dragon Ball, dos Pokemons nem do Oliver Benji, tive um tamagotchi de cada cor, ia com os meus avós comprar tudo da colecção da Polly Poquet.  
Fazia mais de mil vezes a coreografia da macarena e gritava " olhos namorados, primos e casados! ". Chorei  quando o Mufasa morreu e se for preciso volto a chorar se voltar a ver o filme, ainda me lembro de ver a minha mãe e a minha avó a chorarem a ver o " Ponto de Encontro ".
Todas as nossas decisões eram feitas com um " pim-pu-ne-ta ", velho era apenas uma pessoa com idade acima dos 17 anos, conhecia muitas pessoa que tinham sapatilhas com luzinhas, sempre que ia ao cabeleireiro era para fazer repas pois a minha mãe delirava com isso mas depois nunca me dava um push'pop pois dizia que eu ficava toda peganhenta. Levava mais de um sermão, pois colava o pega monstro ao tecto do meu quarto. Trocava tazzos e matutolas, adorava ver o Zig Zag e o Bureré.
Sentia-me mais crescida, mas continuava a achar piada ao quarto escuro, e respondia a um insulto sempre com " quem diz é que é ".
Era menina para fazer traquinices e ir-me esconder dentro do guarda-vestidos.

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